Explorando a sua criatividade

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Criatividade representa a emergência de algo único e original.

(Anderson, 1965)

 

Não da para pensar em humanidade e não pensar em inovação, em criação,
ao longo de seculos nós, seres humanos evoluimos a nossa forma de pensar, mudamos os nossos atos a nossa maneira de fazer determinada coisa, mudamos varias coisas no nosso dia-a-dia, e desde os primordios, isso acontece para facilitar a nossa vida, a cada ideia é feita toda uma elaboração sobre quem vai afetar, como vai afetar, e por que afetar.

Processo criativo

Percepção do problema. É o primeiro passo no processo criativo e envolve o “sentir” do problema ou desafio.

Teorização do problema. Depois da observação do problema, o próximo passo é convertê-lo em um modelo teórico ou mental.

Considerar/ver a solução. Este passo caracteriza-se geralmente pelo súbito insight da solução; é o impacto do tipo “eureka!”. Muitos destes momentos surgem após o estudo exaustivo do problema.

Produzir a solução. A última fase é converter a idéia mental em idéia prática. É considerada a parte mais difícil, no estilo “1% de inspiração e 99% de transpiração”.

Produzir a solução em equipe. Fase comum que ocorre nas empresas e organizações quando precisam, tanto diagnosticar ou superar um problema quanto otimizar ou inovar produtos, serviços e processos. Ancoram-se, para tal dinâmica, no conhecido sistema do brainstorming.

O desenvolvimento da criatividade requer que abandonemos nossa zona de conforto e nos libertemos dos bloqueios que impedem o pleno uso de nossa capacidade mental. Nas palavras do poeta Guillaume Apollinaire, temos de perder o medo de voar:

Cheguem até a borda, ele disse.
Eles responderam: Temos medo.
Cheguem até a borda, ele repetiu.
Eles chegaram.
Ele os empurrou… e eles voaram.

 

Acredito que todos nós, cada um a seu modo, somos capazes de realizações criativas em alguma área de atividade. Para isso, é necessário contar com as condições certas e com o acesso aos conhecimentos e habilidades apropriadas.

Você pode se tornar mais criativo, explore todo o seu potencial.

 

Fica a dica: Livros que te ajudam a escrever melhor

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Olá, escritores 🙂 

A dica de hoje é importantíssima. Pra você que ainda sente aquela dificuldade para pôr no papel o que está na cabeça, aí vai uma ótima ajuda: 

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É possível transformar um texto comum numa escrita sedutora, gostosa de ler? Em ‘Escrever melhor – Guia para passar os textos a limpo’, os autores procuram mostrar como estudantes, jornalistas, advogados, executivos e outros profissionais que usam a escrita podem melhorar seu texto, tornando-o conciso, objetivo, claro e sedutor. O livro aponta os defeitos comuns – em relatórios, documentos, reportagens, dissertações, teses e petições – e indica como escapar das ciladas da língua portuguesa.

Não é bacana? Há também uma versão de bolso para o mesmo. Façam bom proveito!

Como que se faz uma crítica, afinal?

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Para buscar um melhor entendimento acerca do assunto (e compartilhar com vocês, leitores), desenvolvemos as nossas dicas, baseadas no conhecimento que obtivemos em sala. 

Como se faz uma crítica, afinal?

Primeiramente, todas temos que concordar em um ponto: precisa-se primeiro conhecer o assunto. Não adianta encher linguiça, quando não se fala com propriedade, perde-se toda a credibilidade. Você pode não ser um artista, mas tem que estudar tanto ou até mais que o mesmo para validar a sua opinião. 

Em termos gerais, podemos dizer que uma crítica se pauta em dois pontos: O primeiro é uma análise do que vai ser criticado. A segunda é a exposição dessa mesma análise, mostrando-a em forma de fatos, que podem ser comprovados pela pessoa que vai ler a sua crítica. Nela nunca deve acontecer algum comentário onde o autor se coloque, uma vez que a mesma perderá o sentido. Expor todos os pontos presentes presentes na obra, sejam eles positivos ou negativos e levar a pessoa a uma reflexão e, com isso, tirar suas conclusões, faz a crítica ter o seu papel fundamental e básico, que é a simples exposição dos aspectos sem a colocação subjetiva. 

 

 

Cinema crítico – O que é necessário para desenvolver uma boa resenha/crítica de cinema?

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Olá estudantes/simpatizantes da área do Jornalismo 🙂

Para que possamos escrever uma boa crítica ou resenha relacionada a Cinema é preciso que, além de estudos na área, sejam eles básicos ou não, tenhamos opiniões de quem já está habituado a escrevê-las. Então, procuramos um dos editores-chefes do site CinePlayers, Daniel Dalpizzolo, que nos respondeu a seguinte pergunta: 

O que é necessário para desenvolver uma boa resenha/crítica de cinema? 

Eis a resposta: 

 

“O texto crítico, assim como o cinema, não depende de uma regra específica pra ser bem ou mal sucedido. Pra falarmos em crítica, antes de abordarmos o que realmente deve constar em uma crítica, devemos ir à essência do que a arte traz de mais valioso: a possibilidade de o homem expressar sua relação com o mundo através de palavras, imagens, sons, encenações, da sua imaginação. O cinema e as demais artes possibilitam a crítica, pois são meios subjetivos de comunicação em que são projetados valores, ideais, olhares, sensações, sentimentos, vivências, desejos. Não existe filme sem que antes haja uma crença, um valor, uma ideia, um objetivo que leve seus autores a filmar – mesmo dentro do processo industrial/comercial de fazer cinema. E não existe um meio prático de dizermos que um filme está 100% certo ou errado em suas pretensões ou no resultado final, porque para extrairmos uma análise a partir da nossa relação com um filme precisamos entrar em questões muito pessoais, já que esse julgamento vai ser conduzido por um olhar também subjetivo – que pode ser o olhar do espectador ou o olhar do crítico, mas aí é que chegamos no ponto que me parece mais importante: quais são os valores que me interessam no olhar crítico (na minha visão, e continuará sendo uma visão particular, com a qual você pode ou não concordar, sem jamais ser uma regra que imponho).

É claro que se levarmos à risca esse pensamento entramos numa relativização perigosa – nada é passível de crítica. Mas também precisamos considerar que a crítica, no momento em que se propõe a discutir uma obra, torna-se um novo processo, um novo organismo; enfim, uma nova obra, gerida a partir do que ela pretende refletir de outra. Se não me engano foi Truffaut quem disse uma vez que filmar é fazer uma releitura do roteiro, e que montar um filme seria fazer uma releitura das imagens filmadas. Imagino que a crítica traga em sua essência, como ponto de partida, um processo de releitura da obra que aborda, filtrada pelo olhar do crítico – ou seja, a partir deste contato, lidamos com valores, ideais, olhares, sensações, sentimentos, vivências, desejos, não apenas do autor do filme, mas também do autor do texto, e de como este autor enxerga aquele primeiro conjunto. É uma forma de estender a relação efêmera do olhar com o filme, que fisicamente terminaria na projeção do último frame.

A crítica que me desperta curiosidade não é a crítica que pretende apontar acertos e defeitos dos filmes, a patrulha do bom gosto que se vê muitas vezes por aí (e ainda é a maioria esmagadora), que às vezes não faz mais que atribuir um juízo de valor sobre aspectos técnicos (se o filme é “bem” feito, se tem “bom” roteiro, visual, fotografia, direção de arte, trilha-sonora, se a maquiadora é “boa” – todos os adjetivos destacados hehe). O que eu aprecio na crítica, tanto em escrever quanto ler, é o que este texto pode acrescentar à experiência proporcionada pelo filme. O desejo de ir ao filme para viajar além do filme, de encontrar na misé em scène, na estética, no processo, na encenação, pontos que você queira discutir, que te despertem uma ideia que você precisa compartilhar com outros, que te leve a estabelecer conexões e reflexões ou, no caso da leitura da crítica, que façam você enxergar pontos que ainda não havia visto, abrindo caminhos para novas possibilidades de leitura daquele filme, das cenas, das formas de expressão do autor.

Pra que isso ocorra também acredito ser importante que o crítico tenha consciência do seu papel, que é diferente do papel do espectador, por exemplo, pois o espectador em geral não possui nenhum dever intelectual com a obra – pode, por opção, se bastar no juízo de valor (gosto/não gosto), embora isso me pareça triste demais enquanto espectador… mas aí entramos em outro assunto. Já o crítico, se pretende construir uma reflexão sobre um filme, tem este dever, e precisa buscar, antes de tudo, compreender o que pretende o autor com aquele filme, como apresenta suas ideias através da obra (há a meu ver uma deturpação dos conceitos de forma e conteúdo, que muitas vezes são discutidos separadamente, mas que a mim são inseparáveis, pois o conteúdo do filme não é apenas o que ele tem a dizer, mas sim a forma com que comunica isso), qual é o contexto em que aquelas ideias se inserem, o contexto de realização, pois os filmes, em maior ou menor medida, refletem tudo isso; e a partir dessa compreensão buscar estabelecer sua própria reflexão, impor sobre a obra seu conjunto de valores (éticos, morais, estéticos, enfim, seus valores intelectuais, sua bagagem cultural e sua vivência) para dar vida a esta nova obra, que torna-se, após esse processo, um texto crítico.”

 

A opinião do Daniel, elaborada especialmente para o nosso blog, é de muita importância para o Jornalista que pretende atuar nessa área, já que é um relato pessoal de suas experiências. Boa leitura!  

 

A tarefa cultural dos jornais

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É incrível que ainda se leia tão pouco no Brasil. A média de leitura anual de livros pelos brasileiros gira em torno de 1,8 livros por habitante. Desse modo, reproduz-se a triste realidade da má formação cultural. Alunos que não têm o hábito da leitura também não desenvolverão a escrita e, muito menos, a compreensão cognitiva e critica. Assim, não lêem, não escrevem e não falam. Tudo porque não conseguem formar juízos de valor, como categorias construídas a partir de premissas sólidas que necessitam de bagagem cultural e certa visão de mundo.

Isso provém, além das mazelas da educação, da falta de uma relação mais estreita com os livros. Entretanto, os jornais cumpririam uma tarefa social e culturalmente rica se pudessem proporcionar mais e melhores espaços para a difusão da formação intelectual do homem, pela entrega de material produzido com mais qualidade de elaboração e análise da informação.